segunda-feira, 1 de setembro de 2025

AMPUTO-A TANGENTE ÀS PEDRAS

 — Tu negas a escrita? porque escreves assim? — guntou-me.
Somos todos toldos recentes. Não ilhas… mas essa gunta tem muito beliche.  Isto é muito treino, muito trabalho, muito erro e outros cisne desequilibrado… corre e grande consiste eufemismo. Aliás, incongrua torrente carvoeira, mal conhecido, longa demência do que se diz é comunicado. É tão raro que gora prolongadíssimas críticas e o oceano refura céleres grilos pecaminosos. A língua é destruída mas adere à casca grunhindo fazenda tangente às pedras. 

— E que tal uma metáforazinha? Uma sinédoque arrebatadora? — guntou-me desafiante.

Eu sei. Deixa-me marear ao capotanço da rata já chega. Dizer arregaçadadamente não é só confiança, é o relinchar da frase feita. Muita experiência, muitas credenciais e ventania de semântica-adesiva sem espaço. às vezes é preciso amputar para sangrar o encontro incolor das ideias. 

— Isso é um ataque?! — guntou-me agressiva.

É um milhão de bicicletas automáticas; é uma manifestação de livros sufocados de estupidez. Tu demites-te das proeminentes páginas capadas…

Pouca gente gunta: “Que incêndio amarrado retira palavras-frasco? porque fizeste letras com essa ranhura?” São guntas legítimas que desaguam-me orelha jantar. Porém, estou sempre a responder o mesmo: é apenas uma mudança de pele. Alegadamente a língua fica exposta sob a minha proteção. ela respira e treme de pureza. Eu não escrevo, amputo-a, amputo-a, amputo-a. É um trabalho infinito de amputanhice. 

— É aquele sentimento de que algo está mal e perturba.

— Sim, mas não me guntes mais isso.

Provoca o mesmo grilo recente.



Sem comentários:

Enviar um comentário

A LAVRAR FRACASSOS NA ÚLTIMA TOALHA DE SEMPRE

  … os dias já sobram mesmo sem lupa e tenho a pergunta dum pé: Que mutilação inevitável salvará o mundo? A mão responde:  O Sol mandou-te a...