— Sim, faço prova de vida. Pontualmente. Se não escrevesse mascada doravante moela, morreríamos restos arquifrágeis a dever acerto a determinados assuntos. Na verdade é uma tábua.
— Ah, uma tábua de salvação?
— Se aquela galdeirona gira sifão do boi instantâneo, como podemos salvar com essa sensação que dá? As palavras estão reusadas e jorram convento sem esperneia nem colarinho a girar vitrine. No vazão, disparo colisões para ver-te daqui.
— … aaaa…
— Vejo-te daqui a ler isto dentro do meu desperdiçador.
— A léria que “gira sifão do boi instantâneo”?
— Reúso-as num inchaço tipográfico e unto-te a mente de dispersante zebra. nada exijo. podes parar de repugnar agora se não aguentas mais. mas ao fim do dia, ouves dez anúncios com bagatela unicarnal e depois vens-me pedir a lobotomia das metonímias a gritar-me “estraçalhai mascada doravante moela por esse dreno maravilhoso" e é então que admites, mais uma vez, que estou nesta inevitabilidade no extremo engelhado do nexo. das serifas apenas uns açoites. Daqui eu mexo, vou mutilando o infinito, esbanjando o sangue da conversação, e se digo “sifão do boi instantâneo” é para que tu, por um instante, voes de cornos ao vento sem proteínas até ao cume do monte indistante.
— Estás-me a ofender, refaz lá essa linguagem.
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| Admites inchaço tipográfico. |

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