domingo, 5 de outubro de 2025

DUM DESENGANADOR

ontens é dia e noite! 
É dia e noite averno a introvertido espinho 

e punta-se um para o fundo.

A mocidade num salto de semi-filhó foi a formalidade do vácuo. 

Concreto nem quem vago.

nem cascavel, nem uiva vagueação de matreiro espacejado, 

nem reassegurável unto,

nem olhos dum pontapé engomado jamaisiando na mesma jaula,

nem rape-os pra ter, pra ter

sem safa… nem roe esmagado.

Vem comigo.hoje.

sem dia sem noite

Eu salvo-te do plano dígrafo quando sai da boca desufocada

mais com calor feliz neste preferidor inventado por mim

Há uma sequência imperial de primaveras ocultas

onde cartitas hidratam sonhos de semi-maníaco

em que o mínimo dum alguidar para te beijar o Tejo

haja aquele aroma das laranjeiras

para te beijar o Douro

Hoje vira papoila a começar férias abissais.

revejo com primazia do amor no Sul

está tudo por explorar

está tudo por preferir

A velhice num salto diluente é a culminância maciça

Tu.eu.tenho.te.a.corrermos.por.colinas

muito viramos a gema da seara, chegaremos ao cume da eira   

e as sardinhas deixam-me acordar

pois a eira acaba-nos ao vento,

é para isto que vivemos.


Um salto diluente de Carlotas ocultas



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