Aqui na varanda conversamos sobre o tempo, a noite, o lugar e sobretudo o espectral. Ao lado de Zeza de lábios lentos na recente ninhada, nada se faria de isco. Sinto estar não menos longo de Zita, seu louvar antes que ousada espírita me rasgue. Agarrei-lhe à porta de umas sete vidas frias e nesta confissão, oriundo da sombra de quem receia mexida, uma cria desperta disforme. Conversamos sobre o tempo, o cosmos, vestes, vales e ventres. Os eus de filhotes ocultos enquanto o vinho despoleta veludo de poltronas hiper-velhacas, Zeta não se ludibria como de costume. Limito-me a observar Zafa… depois contemplo Zina discretamente pelo vento que as adivinha. Os candeeiros voltaram e trocam-se as taças. Por poltronas essas funduras hesitam qualquer pele acetinada de Zena, enquanto Zaka não se junta, indaga ninhadas… Conversamos sobre o tempo, a pálida hesitante e sobretudo o que continua a meu redor. O luar caiu-me da oitava noite, cá fora só eu gemo em voz mortiça de negro e não consigo, não consigo continuar, não consigo, não consigo…
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| Quando crias indaga ninhadas. |

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