sábado, 3 de maio de 2025

DEIS COTO DUM PEDAL

 Querer? (enrola o papelinho) Naquelapodia com popa. Duas pessoas juntas a velejar revitalizam se a responder. Ao fundo gargalhadas cisam.

Pintaaaaaar? (acena àquele senhor) Naquelamedia sem rota. Desprenderam o garrote sob goiva navegança. É num buraco atira último panorama.
Aaaadooooorna (espero estar aqui no fandango) Naquelateria em urgência. Salva-te doutro naufrágio que a água adormeceu os lenços agitados. O fundo está negro de cores dum louco.
Já em apneia! (a combinar) Naquelagemia desculpa-lhe a interrupção. A única que se ouve é Blue Oyster Cult que sempre sonhariam. Estamos perdidos. Continua a nadar. Mas não há braços!
Como podemos brindar? (tira um retrato àquela vaga) Naquelaventania em coro. Duas pessoas pedalando até ao fim do amor. Ao fundo chapinha inocência numa cova clara de breus inexplicáveis. Enrola fundo o papelinho e guarda essa onda derrubante. Alcança-me o olhar. se o mar não se partir, tenho a certeza que chegaremos antes que a dança acabe.

Naquelamaresia (a combinar)



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