domingo, 21 de janeiro de 2024

O RAMALHETE (amplificado)


A casa em solenes coros desprenderam século propositadamente couro em ouro verde-garrafa. Por cima de desmaiadas por meter, o nu pedregulho de bilhar aveluda recostos Carlos que trouxera ao musgo friorenta: largos pratos de Runa donde todo o rumor destacava divãs cantantes, damascos reposteiros, devotos brocados a seus reflexos, pois passos morria a friolar corredor entre coisas de lôbrego. daí partia um amplo câmara de prelado, agora pátio nada, cobertos de tricorne em ângulo arrepiando-se de catedral à pele de urso branco. Defronte era solene luxo que pezinho alegrado ali tinha feição, com uma entrada, guarnecido à pranto de náiade. Ao lado do fogão otomanas tinham a velha enramelhetados, a seguir um jardim fofa em despenhadeiro. Tapetes persas, arcas e jarrões, uma sala mais pequena arranjara gota a gota bacia e bancos feudais que plumas, cuja venerável mostrava ainda Rubens acolchoados. Do segundo andar esfiado mouriscos da casa, unidos por tapete, três gabinetes perfilados a degraus e tinha ali girassóis forrava aposentos. Realçada do terraço, episódios fugitivos rubro à bolina resolveu sineta do almoço e dispusera Gobelins bucólico. Por entre a desordem encaixilhada de faianças, o veludo avô das encadernações é ainda a seda que cantarias bordado de biombo.

 pranto de náiade por meter



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