quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

CHISPE DE MÁ VARA (pequeno excerto)

SARGENTO LEITÃO — Acabou-se a confusão:  duendes p'raqui, doentes p'rali.
SEMI-LETÍCIA — Mas eu sou duende doente.
SARGENTO LEITÃO — Foda-se, esta agora depena trapézio que nem me mete bigornas na banhoca, mas que raio. Vai p'rali, além já.

SEMI-LETÍCIA — Além, ao pé do Ente Teotónio?

SARGENTO LEITÃO — Não, sozinha ali-além.

BI-POLICARPO — Desculpe mas, e eu? Não sou nem duende nem doente.

SARGENTO LEITÃO —  Mas que merda, tanta diversidade! Isto mais parece uma rotunda ao porte de matrecos, ou milhafre guturante profanador de uivos autopsiados à pedicure, ou sei lá!...

SEMI-LETÍCIA — Pois, é que depois reboca escasso boné ao cajado fascista.

SARGENTO LEITÃO — Cala-te e vai já p'rali se não atalho morcegão à baila q’até presunto. 

ENTE TEOTÓNIO — E eu que sem gorro por perto mal duende estou de surto javali afeto a suíno doentio. Haja quem alerta: agora instalam chispe de má vara, fulcro sem dó de extrema torresmo.

SARGENTO LEITÃO — O meu sobrinho?

SEMI-LETÍCIA — Não, o Major Híbrido Grunhesino.

Leitão levou as mãos à cabeça e estagnou no bucho permanente. Com os olhos em míssil, chafurda prestações resignado se focinho avisa torresmo, mesmo quando manja instinto desidratado à gamela. De súbito, coça-se na tosse sofregamente:

SARGENTO LEITÃO - Ohhhh miséria!!!! Estou a ficar doende!

Teotónio sem gorro por perto.



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